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Mensagem da Diretora Geral

A educação: uma chave para o futuro

A educação é hoje objeto de debate tão intenso como cotidiano. Intercambiam-se idéias sobre o rumo que deve tomar o ensino entre as demandas do humanismo cientifico e a técnica. Porém, nem sempre se formula a questão que está na base e na essência da ação educativa: Qual é o objetivo fundamental que a escola deve cumprir? Dito de outro modo: Para que se educa?

Em um mundo cada vez mais imprevisível, muitos adultos ficam sem respostas. As verdades se relativizam e as funções se descaracterizam. A comunidade cultural, sob a hegemonia das novas tecnologias, enfrenta transformações que levam à complexidade, incerteza e insegurança na vida cotidiana familiar e escolar. É quando se fazem necessárias ações inovadoras para educar. São tempos de desafios.

A sociedade efetuou muitos câmbios, as estruturas familiares são múltiplas e diversas. Os jovens vivem expostos a aprendizagens formais, não formais, informais, etc. Trata-se então de reconhecer os problemas, para trabalhar na construção de um novo equilíbrio, talvez infinitamente mais saudável. Hoje, nossos alunos, crianças e adolescentes esperam e merecem uma mensagem coerente e consistente que lhes gere segurança.

Antes bastava um coeficiente intelectual alto para destacar-se, mas agora isto não será relevante se não estiver bem apoiado numa sólida inteligência emocional, e não está tão claro onde e como “comprar” inteligência emocional ou inteligência social.

Ante o crescimento sem limites da “parafernália tecnocrática”, corre-se o perigo de perder de vista o essencial da educação, que reside na possibilidade de transmitir às novas gerações o próprio da experiência humana: Se educa para ser pessoa.

As aulas devem ser feitas para “fazer crescer” o educando e extrair de cada um o seu melhor, o mais valioso.

Então a função essencial da escola é conseguir que cada aluno tenha uma percepção clara e forte daquilo que ele é capaz de chegar a ser como pessoa, como sujeito moral e cultural.

Se supomos que hoje os jovens sabem tudo, se os vemos como sujeitos culturais “auto-suficientes”, conspiramos contra o essencial do fenômeno educacional, freamos o ensino e, assim, a possibilidade de abrir suas mentes e seus olhos à cultura. Cultura esta que engloba experiências, saberes, emoções, convivência, passado, tradição, evolução, costumes, normas de comportamento, habilidades que possui o ser humano e a capacidade de reflexão sobre si mesmo.Portanto é importante o clima social e educacional que caracteriza o funcionamento de nossa escola.

Quando nós, os profissionais do Liessin, falamos de educação, não só estamos nos referindo a médias e resultados, estamos enfatizando valores, pertinência e felicidade.

Existem muitas teorias sobre o que é a felicidade. Nosso atual estilo de vida consumista e competitiva não nos leva ao correto caminho da felicidade. Por isso, quando um pai nos expressa: “Quero que meu filho seja feliz” podemos responder que a felicidade está incluída no currículo escolar. Mas é um conceito com profundos significados. A felicidade inclui alegria, mas também compromisso, luta e desafios. Felicidade depende do que somos. E como disse o filósofo Jean Paul Sartre: “Felicidade não é fazer o que se quer, senão querer o que se faz”.

Voltando à pergunta: Para que se educa? Respondemos: Educamos para formar pessoas felizes. Sempre que conseguirmos entender profundamente o conceito de felicidade, teremos a chave do futuro em nossas mãos.

Edith Napchan
Diretora Geral

> Informativo 2008

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