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Lag BaOmer
Sefirat HaOmer
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Começando na segunda noite de
Pessach, contamos os dias deste dia sagrado que celebra a
saída da escravidão no Egito até o dia
sagrado que celebra o recebimento da Torá. As sete
semanas que contamos são chamadas de Sefirá,
que é a palavra hebraica para a contagem.
Como o início da contagem é no segundo dia de
Pessach, o mesmo dia que o Omer (quantidade de oferenda) era
levada para o Templo, a contagem é chamada Sefirat
HaOmer - contagem do Omer.
Estas sete semanas posteriormente se tornaram um período
de luto, devido as tragédias que ocorreram neste período;
vinte e quatro mil alunos de Rabi Akiva morreram devido a
uma praga. Eles foram punidos pois não tratavam uns
aos outros com o devido respeito. Esta deve ser uma importante
lição para nós. Devemos sempre agir com
o bondade e respeito para com os outros.
Mil anos depois, durante as Cruzadas na França e Alemanha,
comunidades judaicas completas foram mortas durante o períoido
do Omer. E nos anos de 1648 e 1649, Bogdan Chmielnicki liderou
os cossacos russos no ataque e assassinato de 300.000 Judeus.
Mas no 33º dia do Omer não há luto. A praga
que estava matando tantos alunos de Rabi Akiva parou neste
dia. O número trinta e três em hebraico é
representado por L’G, que é pronunciado Lag,
e portanto este dia é chamado de Lag BaOmer.
Outro evento conhecido aconteceu no 18º dia de Iar, o
33º dia do Omer. Neste dia morreu Rabi Shimon Bar Yochai.
Ele era um grande rabino e professor. No dia da morte de Rabi
Shimon Bar Yochai ele ensinou seus estudantes muitas das lições
da Tora; “ Neste dia o sol não se pôs e
o dia não terminou até que ele não terminasse
de ensinar tudo que D'us lhe permitira revelar”.
Usualmente a morte de um grande homem é um dia de luto.
Mas Rabi Shimon Bar Yochai queria que fosse um dia de celebração,
não de luto. Ele tinha este desejo devido a tudo que
havia podido ensinar a seus alunos neste dia.
Outro costume de Lag BaOmer é que as crianças
brinquem com arcos e flechas de brinquedo. Os arcos e flechas
nos lembram quando os romanos reinavam sobre a Terra de Israel
não permitiam o estudo da Torá. Todos que fossem
pegos estudando a Torá eram mortos. Rabi Akiva não
parou de ensinar a Torá. Ele dizia: "Judeus sem
a Torá são como peixes fora d'água! Devemos
continuar estudando a Torá!". Ele e seus estudantes
se disfarçavam de caçadores, carregavam arcos
e flechas no meio das florestas, e estudavam a Torá,
às vezes escondidos em cavernas.
Em várias comunidades, vários garotos que ainda
não tiveram seus cabelos cortados e atingiram a idade
de 3 anos tem seu primeiro corte de cabelo feito em Lag BaOmer.
Em Israel, muitas pessoas levam seus filhos a Meron, o local
onde Rabi Shimon Bar Iochai está enterrado, e lá
cortam seus cabelos pela primeira vez. Milhares de pessoas
vem para Meron para celebrar este dia.
Durante a Contagem do Omer não se celebram casamentos
ou outras festas, sendo que muitos costumam realizá-los
em datas comemorativas como: Rosh Chodesh (início do
mês), Iom Haastmaut (Dia da Independência de Israel)
e Iom Ierushalaim (Dia da Reunificação de Jerusalém)
- tudo depende do costume local.
Isto porque, no século II E.C (Era Cristã),
no período entre Pessach e Shavuot, Bar Kochba e os
discípulos de Rabi Akiva sofreram uma grave derrota
em sua rebelião contra os romanos. O Talmud (Ievamot
62b) descreve este episódio não como uma derrota
militar, mas sim como uma epidemia que irrompeu entre os soldados
de Bar Kochba. Seja como for, 24.000 dos jovens seguidores
de Rabi Akiva perderam a vida. Por este motivo, este período
de sete semanas é marcado por luto parcial.
Algumas curiosidades a respeito
de Lag BaOmer
Segundo a tradição, no 33° dia da Contagem
do Omer aconteceram alguns fatos muito significativos para
o Povo Judeu:
1) A maná, alimento vindo dos céus e que alimentou
o povo durante a travessia do deserto, começou a cair
neste dia;
2)A epidemia que dizimava os jovens discípulos de Rabi
Akiva, cessou completamente neste dia;
Fonte de pesquisa: http://www.netjudaica.com.br/
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